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Pode
ser considerada uma terapia funcional, pois é capaz de tratar sintomas
gerados por desordens fisiológicas reversíveis, que ainda não apresentam
alterações laboratoriais ou seja ainda não são lesionais. Embora os
oligoelementos sejam também extremamente úteis e eficazes em casos
lesionais e metabólicos já instalados.
Eles são
catalisadores de múltiplas reações do organismo (assimilação, crescimento,
desenvolvimento, manutenção das trocas intercelulares e as diversas
eliminações). Sua presença favorece e é indispensável a reações químicas
bem determinadas, havendo interligação entre elas e com os macroelementos,
permitindo que estes se organizem em matéria viva.
Esses
elementos são indispensáveis ao funcionamento do organismo. Em casos de
carência absoluta a vida seria impossível.
A sua
carência relativa conduz a uma lentidão das reações vitais, que deixam de
se efetuar completamente conduzindo á instalação progressiva da doença.
Dr. Jaques
Menetrier, nos anos 30, explica que as perturbações de saúde por dois
motivos: por um lado, a carência quantitativa de oligoelementos, que pode
ser ultrapassada pelos alimentos. Por outro lado, a carência qualitativa
ou carência de ação, que pode ser ultrapassada pela administração do
oligoelemento específico, em uma dose certa, que irá reativar a reação.
Considera-se que cada pessoa apresenta disfunções de acordo com
pré-disposições individuais (diátese),
ou seja, as doenças são informações que trazemos gravadas nas nossas
células e que podem se manifestar ou não dependendo de fatores ambientais
(alimentação, poluição, estilo de vida, atividade física, etc).
Assim,
o tratamento é individualizado de acordo com a constituição orgânica,
mesmo que aparentemente os sintomas sejam parecidos, através do uso de
oligoelementos dinamizados e ionizados, exercendo efeitos de catálise
(acelerando reações bioquímicas) e de ótima nutrição celular.
Os
oligoelementos irão assim regular as funções orgânicas em desequilíbrio,
restaurando a boa saúde, combatendo as doenças funcionais que não tratadas
conduzirão a um estado patológico.
Há quem
compare a oligoterapia uma gota de óleo colocada em uma dobradiça
emperrada. Mesmo que a estrutura da porta esteja normal e todos os
elementos necessários ao seu funcionamento presentes, a porta funciona
mal. A gota de óleo (oligoelemento) não altera as estruturas, nem é
absorvida por elas, mas é fundamental para o seu bom funcionamento. Uma
gota de óleo basta, maior quantidade é desnecessária.
A
oligoterapia usa pequenas doses e provoca grandes efeitos, não apresenta
efeitos colaterais nem tem contra-indicações. Seus efeitos são explicados
em teorias bioquímicas, fundamentadas nas reações de catálise e nutrição
celular.
A
oligoterapia é usada via sublingual, sendo absorvidos pela mucosa indo até
a linfa, daí ao circuito sangüíneo, que os leva ao local de carência onde
se fixarão. Mas pode também ser usada na forma transdermica e injetável. |