COLUNAS
Florais de Bach

Edward Bach, notável medico inglês, nasceu em setembro de 1886.  Aos vinte anos, ingressou na Faculdade de Medicina de Birmingham. Especializou-se em bacteriologia, imunologia e saúde pública. 

 

Durante a primeira guerra mundial, trabalhou intensamente e percebeu que o mesmo tratamento aplicado a pessoas diferentes nem sempre curava a mesma enfermidade, e, que pacientes similares em temperamento melhoravam com o mesmo remédio.  Evidenciou assim que a índole do paciente tinha mais importância que o seu corpo físico.

Em julho de 1917 foi acometido de um mal incurável e após ter sido operado os médicos lhe deram três meses de vida.  Imbuído da idéia de terminar as suas investigações, abandonou o hospital antes de receber alta e fechou-se no seu laboratório, trabalhando dia e noite, quando finalmente percebeu que estava curado.  Essa experiência levou-o a concluir que o interesse absorvente, um grande amor ou um propósito definido na vida são fatores decisivos para a saúde e a felicidade do homem.  Bach vivenciou a importância do equilíbrio emocional na cura das doenças.

Entre 1930 e 1934, abandonou as suas práticas na cidade e partiu para o campo, onde estudou os remédios florais.  Deixou-nos um conhecimento profundo e ao mesmo tempo simples a ponto de permitir a automedicação e prescrição por leigos.

Convém ressaltar que a automedicação exige autoconhecimento e capacidade de observação sem que o indivíduo se identifique com as suas próprias emoções.  Isso exige um nível evolutivo que nem todos possuímos.  É preciso também que o leigo conheça profundamente os remédios, as regras básicas da escolha e tenham sensibilidade, intuição e compreensão das leis espirituais que estão sendo violadas pela pessoa.
 

Regras Básicas Para PrescriçãO

1) Verificar as causas dos sintomas relatados, pois os remédios florais removem bloqueios emocionais e mentais sem sua raiz;

2) Limitar o número de remédios florais numa composição ao mínimo possível, o ideal é não passar de seis;

3) Hierarquizar as emoções em desequilíbrio, selecionando as principais desarmonias que denominam o quadro;

4) Estados emocionais e mentais em desequilíbrio devem ser conscientes ou perceptíveis à observação de quem prescreve;

5) O remédio atua da superfície para a profundidade – equilibrada uma situação poderá emergir um novo aspecto desarmonioso que irá requerer outro remédio.
 

Cura-te a ti mesmo

É importante que busquemos dentro de nós a verdadeira origem dos nossos males de modo que possamos nos ajudar a curarmos a nós mesmos. 

A medicina de hoje em dia tenta consertar os danos sem buscar as suas origens e ela não é material.  Quando fixamos a atenção apenas no corpo físico, aumentamos o poder da doença. 

Em primeiro lugar, porque desviamos a atenção da pessoa à verdadeira origem da enfermidade.  E, portanto, é uma estratégica eficaz para combatê-la.  Em segundo, porque localizá-la no corpo, obscurece assim a verdadeira esperança de recuperação, criando um enorme complexo de doença e medo.

A doença é o resultado do conflito entre a alma e a mente.

Embora a doença pareça cruel, ela é benéfica porque existe para o nosso próprio bem.  Se a interpretamos de maneira correta, ela nos guiará em direção às nossas verdadeiras necessidades de mudança.
 

Postulados de Bach

Certas verdades fundamentais precisam ser reconhecidas ao se prescrever um floral. 

A primeira delas é que o homem possui uma alma que é o seu ser real, divino e poderoso, e, deste modo, invencível e imortal. 

Segundo, que somos personalidades no Planeta com a missão de obter todo o conhecimento e toda a experiência que podem ser adquiridos ao longo da existência terrena.  Desenvolver virtudes que carecemos e extinguir defeitos dentro de nós, avançando assim em direção à perfeição da nossa natureza.

Terceiro, compreender que a curta passagem por esta terra, que conhecemos como vida, nada mais é do que um breve instante no curso da nossa evolução.

Quarto, afirma que contanto que nossas almas e personalidades estejam em harmonia, tudo é paz, alegria, felicidade e saúde.

Não importa qual a nossa condição nesse mundo, o momento contém as lições e experiências necessárias para a nossa evolução e proporcionam as melhores vantagens para o nosso desenvolvimento.

Segundo Bach, existem dois erros básicos: a dissociação entre as nossas almas e nossas personalidades e a crueldade ou falta para com os outros visto que são pecados que se cometem contra a unidade. 

Qualquer um dos dois leva ao conflito e gera doença.  Ou seja, o primeiro erro é fracassar em honrar e obedecer aos ditames da nossa alma e o segundo é agir contra a unidade.  No que diz respeito ao primeiro, deve-se evitar julgar os outros porque o que é certo para um não o é para outro.

As doenças reais e básicas do homem são certos defeitos como o orgulho, a crueldade, o ódio, o egoísmo, a ignorância, a instabilidade e a ambição.  Se cada um deles for considerado individualmente, vamos notar que são contrários à unidade. 

 

ORGULHO – incapacidade de se reconhecer como uma personalidade humana e a sua absoluta independência da alma; perda do senso de proporção e da noção de quanto se é insignificante diante do complexo arranjo da criação. 

 

CRUELDADE – negação à unidade de todas as coisas; incapacidade de compreender que toda ação adversa para o outro está em oposição ao todo.

 

ÓDIO – contrário do amor; reverso da lei da criação; se opõe a toda obra divina; negação ao criador.

 

EGOÍSMO – negação à unidade e ao dever que temos para com os nossos irmãos, pois colocamos os nossos interesses pessoais antes do bem-estar da humanidade, do carinho, da proteção, que deveríamos dedicar aos que estão perto de nós.

 

IGNORÂNCIA – fracasso em aprender; recusa em ver a verdade, quando se tem oportunidade para isso.

 

INSTABILIDADE – indecisão e falta de determinação; ocorrem quando a personalidade se recusa a ser governada pelo “eu superior” e nos leva a atraiçoar os outros devido à nossa fraqueza.

 

AMBIÇÃO – conduz ao desejo de poder; é uma negação à liberdade e à individualidade de toda a alma.
 

TIPOS DE DOENÇA

 Orgulho, que é a arrogância e rigidez mental, despertará rigidez e anquilose do corpo.

 

Crueldade desperta dor.  O paciente aprende com o próprio sofrimento a não infligi-lo ao outro.

 

Ódio, resulta em isolamento, temperamento violento, incontrolável, perturbações mentais, estados de histeria.

 

Doença decorrentes da introspecção, neurose, neurastenia e estado semelhante, que tiram a alegria  são causadas pelo egoísmo em excesso.

 

A ignorância e a falta de sabedoria cria as suas próprias dificuldades na vida cotidiana, também miopia e outras deficiências visuais e auditivas.

 

Instabilidade da mente pode acarretar ao corpo a mesma característica com disfunções que afetem o movimento e a coordenação motora.

 

Conseqüências da ambição e da vontade de dominar o outro são doenças que levam a ser escravo do próprio corpo com desejos e ambições refreados pela enfermidade.

 

A parte do corpo afetada não é obra do acaso, obedece à lei de causa e efeito, servindo também como guia para nos ajudar. 

 

Buscar a purificação desses defeitos, inundando a natureza com virtudes opostas é o começo. 

 

E podemos observar o quão rápida as virtudes podem ser desenvolvidas, quando são verdadeiramente incentivadas, aliadas ao conhecimento e ao auxílio da nossa divindade interior.  Essa centelha crescerá lenta, mas seguramente até a glória do criador. 

 

O que chamamos de errado e mal, na realidade, é o bem fora do seu lugar.  E, portanto, é uma questão relativa.

 

Orgulho – compreender que nossa personalidade não significa coisa alguma em si mesma, incapaz que são de conduzir qualquer trabalho bom ou serviço a menos que seja ajudada pela luz que vem da alma.

 

Crueldade – o amor é a base da criação; que em cada alma viva há algum bem e que no melhor de nós existe algum mal.  Será através do amor e da bondade que teremos sempre compaixão sem oferecer resistência.  E nenhum mal poderá mais nos atacar.

 

Egoísmo – dirigir aos outros o carinho e a atenção que devotamos a nós próprios, tornando-nos absorvidos em proporcionar-lhes bem-estar e esquecermos de nós mesmos nesse empenho.

 

Instabilidade – desenvolver a autodeterminação, fortalecendo a mente e agindo com firmeza em vez de nos determos na hesitação e na dúvida.

 

Ignorância – não ter medo da experiência, mas com mente alerta, olhos abertos e ouvidos atentos, aproveitarmos todo o conhecimento que possa ser adquirido. Ao mesmo tempo, precisamos nos manter flexíveis no pensamento para que idéias pré-concebidas e convicções anteriores não nos privem da oportunidade de adquirir novos e mais amplos conhecimentos.

 

Orgulho e ambição são  grandes obstáculos ao progresso.  Ambos devem ser implacavelmente eliminados.  Devemos compreender que todo ser está aqui para evoluir, segundo os desígnios da própria alma e exclusivamente dela.  E que cada um de nós nada mais deve fazer do que encorajar o irmão a prosperar.  Devemos ajudá-lo a ter esperança e, se estiver ao nosso alcance, ampliar o seu conhecimento e experiências terrenas para que possa progredir.  Assim como gostaríamos que os outros nos ajudasse na subida íngreme, difícil da vida, estejamos também sempre prontos a estender a mão amiga e repartir a nossa experiência.


 

As essências florais são extratos líquidos sutis, geralmente ingeridos por via oral, usados para tratar de profundas questões do estado emocional, do desenvolvimento da alma e da saúde do corpo-mente. 

São preparadas a partir de infusão solar de flores no auge de sua floração em recipientes com água pura num ambiente saudável e puro.  E posteriormente diluídas, potencializadas, conservadas em conhaque. 
 

A água que contém as flores é receptora de uma espécie de impressão holográfica das qualidades essenciais da planta.  Cada gota expressa a configuração completa, arquetípica da planta.  Atuam através do fenômeno da ressonância nos campos de energia sutil do ser humano, influenciando o bem-estar mental, emocional e físico. 
 

Para saber do workshop veja curso de florais de Bach
 

Bibliografia:
STANWAY, Andrew. Guia geral das terapias Alternativas. Rio de Janeiro. Xenon Editora. 1993.
BACH, Edward.
Os remédios florais do Dr. Bach. S.Paulo. Pensamento. 10 edição. 1995.
JONES, T. W. Hyne.
Dicionário dos
remédios florais do Dr. Bach. S.Paulo. Pensamento. 10 edição. 1995.
WHEELER, F. J. Repertório remédios florais do Dr. Bach. S.Paulo. Pensamento. 10 edição. 1995.
STERN, Cláudia.
Florais de Bach. S.Paulo. Pensamento. 1999.
DAMIAN, Peter.
A astrologia e os remédios florais do Dr. Bach. S.Paulo. Pensamento. 10 edição. 1995.
SCHEFFER, Mechthild.
Terapia floral do Dr. Bach. S.Paulo. Pensamento. 1997.
VENÂNCIO, Dina.
A terapia floral escritos selecionados de Dr. Bach. S.Paulo. Editora ground. 1991.
PASTORINO, María Luisa.
La medicina floral de Edward Bach. Buenos Aires. Clube de estudio. 1987.
CHANCELLOR, Phillip.
Handbook of the bach flower remedies. New Delhi. Jain Publishing CO. 1983.
 
 

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